terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Serviço Militar




Hoje me lembrei de alguns acontecimentos que ocorreram quando da minha passagem pelo Exército Brasileiro, cumprindo o serviço obrigatório, confesso que sinto simpatia pelas forças armadas, pela sua disciplina, e aos que dizem ser um ano perdido na juventude, afirmo que, pelo contrário, é bem proveitoso e ajuda na formação para a vida.


Prestei o serviço no ano de 1980, e só não segui carreira devido a alguns problemas físicos que tive na época. O início foi difícil, cumprimos a quarentena ao pé da letra, quarenta dias sem por o pé para fora do quartel, com o corte rente do cabelo, no mês mais quente do ano, o pescoço e as orelhas viraram feridas na maioria dos recrutas, não havia creme que resolvesse.

Nas formaturas, com o sol a pino, eram comuns os desmaios e o mal estar. Não havia alimento que chegasse, embora de má qualidade, para nós era um manjar e não víamos a hora da ordem de “avançar o rancho”.

Servi na cavalaria, que hoje conserva apenas alguns quartéis por questão de tradição, já que o uso de cavalos está obsoleto. Houve um caso hilário alguns anos antes do meu engajamento, um soldado fora pego praticando zoofilia com uma égua do plantel.

Para punir o infrator e servir de exemplo para os novatos, foi realizado, com todo o cerimonial inerente ao caso, o casamento entre os dois envolvidos, ficando o custo da alimentação da noiva, a cargo do provocador do incidente, até a data de sua baixa.

Foi uma fase marcante e trás boas recordações, alem das amizades que permanecem desde aqueles tempos.

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