quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O dia da caça















O Imperdedor Adriano





Acompanhando a história do jogador Adriano, fiquei profundamente comovido. Não é fácil sobreviver com apenas 1,5 milhão de reais mensais, possuir carrões, lanchas de 3 milhões de euros, namorar lindas mulheres, viajar constantemente pelo mundo, morar na Europa. Que vida difícil.


O cara tem que ter uma força de vontade, um ânimo acima do normal, para aguentar isso. Enquanto milhões vivem uma vida nababesca, poucos infelizes, como ele, tem que rastejar na penúria. Pobre coitado.

Convenhamos que uma pessoa quando alcança a idade que ele, à duras penas chegou, tem certas idéias negativas, vejam vocês que o Adriano já está com avançadíssimos 27 anos.

Não estou na pele dele para saber seus motivos, mas o que chega pela imprensa sugere que a morte de seu pai foi uma das causas para sua decisão de parar, interessante, tive a mesma vontade quando, antes de eu completar 9 anos, meu pai pereceu em um acidente de trator, bem a vista de toda a família.

É, seu Adriano, o senhor é um infeliz em meio a tantos felizardos que nadam em dinheiro, que vida difícil a sua. Talvez precise de um incentivo como o que eu tive no último reajuste da aposentadoria, 85 reais, aí sim se sentiria recompensado pela sua sofrida vida que leva.

Não se devem dar pérolas aos porcos (Jesus).



( Escrito no início de 2009 )

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009



Antigas da família






































Prepotência



Vou usar como base para o que quero dizer, um fato acontecido comigo ontem em um site de jogos, participava de um jogo de buraco, para passar o tempo e apenas porque não é permitido apostas.


O jogo é com quatro participantes e os parceiros são escolhidos aleatoriamente, aconteceu de eu pegar por companheira uma jogadora iniciante, jogava pela primeira vez, as adversárias, ao contrário, já eram calejadas. Jogamos uma partida e perdemos feio, na segunda achei que minha companheira apanhava cartas demais, lixava como se diz, alertei-a, no chat com poucas palavras, para o fato e para surpresa minha as adversárias ficaram muito irritadas e principiaram uma discussão muito além do que uma simples partida de buraco merecia. Ainda mais que nada valia e principalmente se atessem ao fato de minha companheira ser novata no jogo, acabei abandonando o jogo.

Passou-me pela cabeça que isso ocorre na vida real, os que se acham os sabichões não admitem que os menos informados evoluam, querem que permaneçam na ignorância, e tolhem a vontade de alguns que ainda se preocupam com seus semelhantes no sentido de crescerem juntos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

DROGA, POLÍCIA, OPA! ESTOU REPETINDO




Esta semana, a duas casas da minha, entrou em funcionamento uma boca de fumo e similares. Incrível a variedade de elementos que freqüentam o local; ricos, pobres, trabalhadores, desempregados, sãos e até aleijados.


Impressionante como a comunicação entre os aficcionados no negócio funciona. Já no segundo dia era de conhecimento de todos e a visitação maciça. E a petulância dos indivíduos então, nem estão aí para a vizinhança, formada por pessoas pacatas e ordeiras.

O esquema funciona da seguinte forma: na boca da noite um veículo de outra cidade trás a mercadoria, provavelmente em quantidade não muito grande para não haver prejuízo caso a casa caia, algumas horas depois começa o vai e vem de pessoas, de todos os naipes, que rapidamente pegam e se afastam, nunca há aglomeração no lugar.

Uma noite dessas, fiquei impressionado com a agilidade de um deficiente, que correndo de quatro desenvolvia tamanha desenvoltura nos movimentos que, a principio, pensei tratar-se de um cachorro.

Você deve estar perguntando, e os moradores não fazem nada? Por conta própria nada podemos fazer, até porque o tipo de pessoas envolvidas no caso, só com a presença, já intimidam, quem é de bem.

E a policia? Aí entra o que eu quis dizer no titulo do texto. Vários de nos entramos em contato com policiais, contando do que ocorre, afirmaram que deveríamos esperar uma ocasião propícia para que fizessem uma batida no local e, exatamente no dia escolhido, inexplicavelmente o “comércio” não funcionou.

O que pensar? Qual a explicação? Coincidência? Haverá informantes dentro da própria corporação policial? É o que parece e enquanto isso...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dinheiro Enterrado



O que pensar de uma pessoa que faz este tipo de coisa, enterrar dinheiro em pequenas bolsas e sacolas no meio do mato, sem nenhum cuidado ou precaução?


Aconteceu aqui na região há poucos dias, um senhor de idade avançada faleceu de um ataque cardíaco, uma semana depois da morte, seus filhos, moradores do interior de um município vizinho ao nosso, foram ao banco onde ele recebia a aposentadoria e aplicava seu dinheiro, para verificar a quantia ali depositada.

Como ele não contava para ninguém quanto recebia e nem quanto gastava, que imaginavam fosse pouco devido à vida simples que levava, não tinham idéia de quanto ele amealhara no decorrer de muitos anos.

Com surpresa ficaram sabendo que há muito tempo, o velho, havia sacado todo o seu dinheiro e a partir dali nunca deixava de levar para casa o valor da aposentadoria que buscava todo o mês.

Como andava sempre com roupas gastas e a comida que comprava eram as mínimas possíveis, o destino do dinheiro teria que ser explicado. A família formada por pessoas simples acostumadas a uma vida humilde nunca haviam se preocupado com seus proventos, achando que estavam depositados no banco e não era problema deles.

Depois de muita conversa e dúvidas, uma filha lembrou que ouvira certa ocasião seu pai falar em “solear” o dinheiro. Solear é um termo usado pelos agricultores para designar o ato de colocar ao sol produtos agrícolas para secagem. Como em algumas ocasiões viram-no se dirigindo a um capão de mato que há ali perto de sua casa, foram até lá e em pouco tempo começaram a encontrar notas de dinheiro, todas de 50 reais, em vários locais, enterradas em pequenas quantias a menos de um palmo de profundidade.

Algumas não puderam ser aproveitadas, mas das salvas, incluindo as que estavam emboloradas, chegou-se a quantia de quase 18 mil reais. As buscas continuam porque, segundo seu filho, fazendo-se as contas deve haver muito mais dinheiro enterrado e o total poderá alcançar até 70 mil.

O que pensar disso, deixo a critério de vocês, meus amigos.



sábado, 5 de dezembro de 2009

VOLTA AO PASSADO














Há poucos dias atrás tive a oportunidade de conhecer o lugar onde nasceu minha mãe, onde estão enterrados meus nonos, que nem cheguei a conhecer. Fiz uma pequena viajem para o Rio Grande do Sul, na região de Vacaria, onde moram vários primos e vive o último dos meus tios do lado materno.


As antigas terras do meu avô que outrora somavam muitos alqueires, hoje estão divididas em muitas colônias, a maioria delas ainda pertencem a membros da família.

Vacaria foi povoada inicialmente por criadores de gado, devido aos seus campos naturais, e os jesuítas que fugindo dos conquistadores espanhóis, juntamente com índios por eles catequizados, ali também se estabeleceram e estão entre os fundadores da povoação.

Conhecida inicialmente por Vacaria dos Pinheirais, graças aos grandes capões de mato, nos quais abundavam os pinheiros (araucárias) entremeados a seus campos.

Nascido em 1888, meu avô foi um dos pioneiros de uma localidade, que já não faz mais parte de Vacaria, o antigo distrito, hoje município de Segredo. Seu túmulo, que tive oportunidade de ver, situa-se no novo município de Campestre da Serra, também desmembrado de Vacaria.

Confesso que fiquei emocionado ao visitar uma capela onde, a pelo menos 65 anos atrás, meu nono construiu o belíssimo altar, entalhado manualmente na madeira, e que está em perfeito estado de conservação.

Antigas videiras, de seu tempo, ainda produzem e tive o prazer de tomar um bom vinho feito de suas uvas. Conheci lugares, palco de histórias que minha falecida mãe contava e que em muitas ela fizera parte.

Visitar lugares onde nossos passados viveram é, sem dúvida, uma forma de homenageá-los.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

QUAL É O ASSUNTO?




Têm dias, creio que não seja exclusividade minha, que as palavras teimam em fugir da mente, espalhando-se desordenadamente sem formarem um conjunto que poderia transformar-se em um texto.


Talvez seja falta de concentração ou, pior, e esta poderá ser a verdade, a limitação do vocabulário.

Embora eu tenha sido apaixonado pela leitura desde criança, a falta de estudo (tenho apenas o ensino hoje chamado de fundamental) e pouca participação em palestras e eventos, moro em uma cidade do interior, estes fatores contribuem para que haja dificuldades para colocar no papel as idéias que surgem.

Quando me propus manter este blog, prometi a mim mesmo postar, no mínimo, um texto por dia. Até o momento tenho cumprido a promessa, mas tenho encontrado dificuldades para chegar ao fim proposto.

Sou, de certa forma, um saudosista, a maior parte do que escrevo remonta à minha infância, e não há grandes acontecimentos neste período da minha vida.

Minha esperança é que amanhã surja uma nova idéia e assim possa prosseguir escrevendo, porque isso está fazendo um grande bem para minha monótona vivência.

Desculpem àqueles que estão procurando uma leitura para cima, é que há dias que a noite é assim mesmo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O QUE COMER ?




De um certo tempo para cá tenho me preocupado com a alimentação, devido ao crescente aumento de peso que estou adquirindo. Caminhadas, exercícios, infelizmente não me são possíveis, por causa dos problemas de coluna que tenho e que foram responsáveis pelo afastamento do meu trabalho.


A vida sedentária está cobrando seus tributos, ainda estou dentro dos parâmetros prescritos pela medicina, o tal cálculo peso x altura x etc...

Pensando no futuro, comecei a ler artigos relacionados com a alimentação, livros, e assistir programas e reportagens. Cada dia novas descobertas, que na realidade são afirmações de velhos conhecimentos, apenas não tinham o aval da ciência.

Infelizmente, quanto mais a gente procura informação, mais em dúvida fica. Há pouca unanimidade sobre os alimentos, o que para alguns autores faz bem, para outros não. A ordem do dia é discordar. Muitos produtos que no passado eram procurados por serem benéficos à saúde, hoje já não são aconselhados. Outros ao contrário, de vilões, passaram a mocinhos da alimentação.

Penso até que o parecer de alguns pesquisadores, varia conforme o interesse do patrocinador da pesquisa.

Talvez tenhamos que voltar ao passado, quando as pessoas comiam o que estava a sua disposição e viviam mais do que hoje, livres de muitas doenças, que não param de surgir. Quem sabe deixar-nos guiar pelo instinto animal que existe dentro de nós. Perceberam que animais silvestres dificilmente têm morte causada pelo que comem?